domingo, junho 14, 2009

Para lá de mim





Talvez o acreditar me mova e eu não me solte


Apoderei-me inconscientemente desta réstia de esperança


Como se de minha vida se trata-se, em mim se entranhou


Tudo em volta de uma causa, tudo em volta de ti


Eras o tudo, nada do meu todo és agora


Perdi sem ser derrotado tudo o que não merecia, justiça talvez;


Mas nem tudo se derrama como sangue, a saudade ficou


Não desejo morrer mas apenas matar estes sentimentos


Sentimentos verdadeiros, que nada têm de mal


Mas quero que morram, quero que morram


Não da forma que me mataram, apenas que morram


Que partam de livre vontade, e que este corpo se torne um vazio


Vazio de nada, que nele apenas relembre o que é ser livre


Apenas recorde o que é sonhar, que nada sinta


Que a minha mente deixe de te recordar


Que deixes de ser a mais bela projecção das minhas recordações


Quero apenas aquilo que não desejo


Apenas ser feliz de outra maneira


Quero deixar de sorrir com essas recordações


Não sei o que quero


Essa é a duvida do que desejo...

terça-feira, junho 02, 2009

O tamanho não importa 2

...
Tudo se lembra
Cada passo que avanço
Cada memória que retorna
Cada memória que recordo
Cada passo que recuo
...

Coisas Estranhas


Vai e volta!

Ao mesmo tempo, tudo passa,

As marcas sobrevivem,

O tempo apaga memórias,

Nada será

Nada é

Tudo foi!

É tudo uma questão de tempo,

Tempo de esquecer

Tempo de lembrar

Tempo de recordar,

É com tempo que a memória aviva,

Que a memória apaga

É no tempo que se avança,

Que se recua

Que se estanca!

É no tempo que não tenho...

É no tempo que não tive...

Que encontro o tempo que preciso!