terça-feira, dezembro 30, 2008

Delete...


Ao acordar de um sono descansado,

Abro os olhos e sinto-me despedaçado,

Algo mudou ou aconteceu de novo,

Algo me perturba e não me movo!

O peso na consciência,

Faz-me questionar a minha existência,

Não sei o que fiz, nem que se passou,

Mas de certo algo mudou!

Sinto-o neste corpo, que teima não se mexer

E a consciência diz-me que algo esta a acontecer,

Algo, que não consigo recordar

E continuo estático a pensar!

Encurtada foi minha memória,

Não sei desta vez qual a história,

Sei que ontem perdi a timidez

Desinibi-me de uma só vez,

Falei até mesmo sem pensar,

Falei sem saber o que estava a falar,

Mas continuo estático a reflectir...

A verdade não alcanço e parece estar a fugir,

Que fiz eu? É essa a minha questão...

Falei algo certo e com razão?

Disse o que sentia?

Ou apenas o que queria?

Continuo aqui estático a questionar,

Começo a sentir dores, sem saber o que se esta a passar!

Cada segundo que passa aumenta a confusão...

Que disse? Que fiz? Que sentiu meu coração?

Tento de novo adormecer, acabando com esta tortura

E fico ali deitado esquecendo a loucura,

Mais uma das muitas que a memória não solta,

Talvez uma atitude que não volta!

Por fim, adormeço no sono descansado

Para que todo o tormento seja apagado...

Vou acordar de novo e já nada questionar

Não importa que se passou, nem o que se esta a passar,

Já foi vivido, foi dito e talvez sentido,

Acordo, já sem estar ferido!

Foi apenas mais um pouco da vida que não recordo,

Acontece-me muito quando acordo,

Tudo de novo volta a acontecer,

Parece não existir ninguém para me deter,

Algo me move, nessas noites, sem parar,

Algo que o sono teima em apagar...

Perdura para sempre na cabeça, a questão!

Que disse? Que fiz? Que sentiu meu coração?

Aprendi a viver assim sem me preocupar

Há momentos que é melhor apagar!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Terminar


Será como em todos os terminares,

Será só mais um!

Mais um monte de sentimentos

Que quando sóbrio,

Difícil se torna a sua libertação...

Persistem ficar amarrados a este meu estado...

A coragem, essa perde-se como que para sempre!

É como todos os terminares,

É só mais um!

Deveriam os pés guiar os passos,

Abrir o caminho para a descoberta,

Para a descoberta da diferença,

Do querer...

Do encontrar de novo uma esperança...

Ver de novo o brilho da vida...

Algo mais, algo de bom,

Algo...Algo que neste estado sóbrio tenha importância,

Nem que fosse um segundo...

Um Segundo...

Apenas um segundo...

Onde pudesse neste estado sóbrio,

Falar, falar livremente!

E deixar de ser como em todos os terminares,

Deixar de ser apenas mais um!

domingo, outubro 26, 2008

Para além disto!


Já com o olhar cansado,


Incapaz de alcançar a esperança,


Num mundo, onde tudo destroi os sorrisos


Transpirados pelo nosso rosto,


Ainda há algo que nos faz ver,


Que agimos apenas sem reflectir,


Sofremos por ninharias,


Não toleramos o erro fora da rotina...


Tudo destroi o elo fraco,


Derruba a força que em nos existe


E faz de nos lágrimas!


Saberemos nos observar e escolher?


Será suficientemente ampla a nossa visão?


Para que possamos observar o mundo para além de nós


E possamos perceber então, a simplicidade!


Conquistar a vontade,


Caminhar-mos para a vida e viver,


Observar,


Viver,


Sorrir,


A cada dia, em cada momento,


Não fazendo de nos lágrimas!


Ver o que é o verdadeiro sofrimento,


Tornar-mo-nos olhos de um sorriso


E sermos mais do que egoísmo!!

quarta-feira, outubro 01, 2008

Retalhos...


São restos de nós

Com os quais vivemos,

São sobras infelizes

Com as quais sofremos,

São momentos, de menor reflexão

Onde perdemos a razão!

Para sempre os recordamos,

Esses vidros onde nos cortamos...

Têm a força que nos baixa os braços

E a persistência que nos quebra os paços,

São pequenas coisas que nos quebram,

Momentos gravados que não nos elevam,

Posso chama-lo de arrependimento

Que nos levará ao sofrimento!

São pedaços que não evaporam,

Coisas que os outros não ignoram,

Curtos erros cometidos,

Que queríamos ver perdidos,

Mas a memória, não solta tais pedaços,

Momentos da nossa vida

Pequenos embaraços!

Não seremos o todo, dos erros que cometemos

Mas também os momentos ,em que nos arrependemos!

Ninguém é bom no seu todo,

Nem tão mau assim!

Os restos são apenas retalhos de mim!!!

terça-feira, setembro 16, 2008

Hoje

Sem razão apeteceu-me escrever

Só porque me apetece é o que vou fazer

Sem a preocupação do que digo e se algo fica por dizer

Hoje apenas me apetece escrever

Falar através destas palavras baralhadas

Dizer baboseiras que aqui ficam amontoadas

Na pura estupidez de quem mais não tem que fazer

Vou-me por para aqui a escrever

Ate que esta vontade eu consiga reter

LoL...parvoíce estou cause acabar

Nem sequer comecei a falar

Talvez porque hoje não haja nada para dizer

Hoje é mesmo um dia para esquecer

Diria ate mesmo que posso eloquecer

Não há explicação nem razão

Para que tal destruição

Hoje estou bem

E nunca o disse a ninguém

Quero deixar de partilhar só os maus momentos

E deixar presente que também tenho bons sentimentos

Quem ouve o que escrevo pode não acreditar

Mas tenho muitos sorrisos para dar

Isto esta demais nem sei o que falar

Nem me apetece pensar

Apesar de ter sido um daqueles dias de tédio constante

Sinto-me diferente e sem explicação tudo esta distante

Não...nem sequer andei a beber

Acordei assim que se há-de fazer

Olha que asneira eu aqui podia colocar

Só naquela de rimar

Pronto já esta a dar para a loucura

Vá la...lol...manter a postura

Olha agora parei mesmo sem saber o que dizer

Que horror isto estar acontecer

Vou mesmo ter de parar

Contudo valeu tentar

Mas como nada estou a dizer

Vou mesmo parar de escrever

Do fundo do meu coração

Fica presente a atenção

É bom partilhar algo para alem da desilusão

Mesmo que seja algo sem explicação

terça-feira, setembro 09, 2008

Caminhada cuidadosa



Acorrentado na minha consciência,


Preso na culpa do sentimento alheio,


Apodera-se do meu corpo como que vicio,


Esta mania de gerir cuidadosamente ,


Gestos e palavras que antes soltava livremente!


Talvez tenha criado esperança, a estas raízes


Que amarram o que sou e soltam o que posso ser !


Nem o veneno contido nas minhas mais miseras atitudes,


Constantemente condenáveis, destroi tal força que me amarra ...


É-me incompreensível tal cerca que me limita


A liberdade que conquistei !


O castigo que a mim me calhou ...


De não ser mudo e pouco poder dizer!!!

terça-feira, setembro 02, 2008

Sei la se sei!!

Procuro-te em meus sonhos
Ate mesmo nos mais enfadonhos
Tento salvar-te da maldade
Tento libertar-te na felicidade
Nunca penso em te importunar
Nem por de ti eu gostar
Falo com cuidado tentando não explodir
Digo o que posso e interrompo a sorrir
Não desejo criar apenas a esperança
Não quero que depois tudo seja apenas uma lembrança
Talvez não diga o que me apetece dizer
Porque nunca se imagina a reacção que possas ter
Pode parecer comum e ate complicado
Mas sinto-me bem ao teu lado
Não tenho de me justificar
Nem tenho de te explicar
São coisas de mim
Deves saber que sou mesmo assim
Da duvida que sinto à certeza que estou a sentir
Mais perto já esteve a vontade de desistir
Talvez seja cedo demais para me soltar
Prefiro nada perder e continuar a gostar
Posso ate estar a ser egoísta
Mas é difícil perceber quando te achas apenas mais uma conquista

domingo, agosto 24, 2008

Curtos momentos



Sai de mim assim


Sem razão nem explicação


Sai de mim assim


Sem lógica nem noção


Liberto apenas o que de mim faz parte


Vivo livre na verdade


Depois de vários loucos goles


Sou livre


Sim....é verdade...liberto-me


Isolo-me em mim


Na verdade e apenas em mim


Não venero a atitude


Mas estimo o momento


Não me irradia a loucura


Mas também não quebro o grito


Posso ser louco...ou ate nem ser


Mas há momentos em que sinto prazer


Prazer esse de viver


Mesmo que a julgue curta


Ali ela torna-se longa


Não julgo tais momentos


Como únicos e extraordinários


Mas é o que sinto ali ,seja isso onde for,


Que afinal eu não nasci para morrer


Ate porque ainda tenho razões para viver

terça-feira, agosto 19, 2008

Rascunho de sinceridade



São reconfortantes,

As frases ajeitadas ao consolo!

É sinceridade, ou falta dela

A ausência de verdades!

Tenho cuidado no que solto,

Talvez seja medo...

De dizer,

Talvez seja receio,

Que não queiram ouvir!

Talvez, no seu todo a sinceridade seja

Aquilo que nos toca,

Aquilo que nos magoa,

Talvez, sejam

Aquelas frases certas,

Que tocam as feridas!

Talvez, não sejam

Aquelas que as cicatrizam!

É duvida que presiste...

Do que é realmente ser sincero?

O quê e como dizer?

Certeza... tenho na duvida

Que possa ser sincero,

Enquanto existir o medo de magoar!

quinta-feira, julho 10, 2008

Quando tudo ja la vai!



Longínqua memoria do passado,


Ingénua alma e sempre perdoado...


Longínqua mas inesquecível,


Longínqua mas visível!


Já sorri ao que longe está,


Hoje choro pelo que, de certo virá!


Findada a antiga humilde infância,


Nascida a nova ganancia!


Tenho vontade de correr,


Saudades dos braços prontos, para me socorrer!!


Talvez seja louco...sim sou louco e tenho memoria...


Só queria, de novo meu corpo esconder,


Na esperança de que ninguém o pudesse ver!


Desejo o refujo deste eu


E esconder-me em mim,


Sentir-me sozinho de verdade,


Perder toda esta liberdade


E fechar...fechar os olhos, do meu interno ser


E erguer na solidão as lágrimas,


Deixar cair de mim as magoas...


Espontaneamente libertar palavras sem jeito,


Perder por mim próprio todo o respeito!!


Deixar fluir todos os pensamentos,


Escorregar nos maus momentos,


Recolher o sentimento que deles vem,


Esquecer, tudo o que já viveu este alguém,


Este alguém que fui, este alguém que sou,

Só queria não estar como estou...


Libertar-me de contrariedades,


Apreciar de verdade as simplicidades!!


Deixar de lado tudo o que complexamente se criou,


Dentro deste alguém que sou!!


Talvez o esquecimento fosse a solução,


Talvez fechar os olhos resolvesse esta preocupação...


Só queria ser livre...mas livre de verdade!

quarta-feira, julho 09, 2008

Palavras!


Existem, palavras.....

Devem ser usadas!

Existem, maneiras de as dizer,

Tal como maneiras de as receber...

Existem, as palavras que soltas

E que recebo, mesmo sendo ocas!

Trazem tudo o que quero ouvir,

Mesmo que nada me digam...

Existem, essas palavras!!

Sabe bem ouvir..

Existem...sim...

Mas todos as podem deixar cair!!

Existem, palavras...

E essas outras palavras,

Que em si, carregam

Mais do que vazio,

Mais do um vago espaço oco...

Existem, essas palavras

Que nem todos deixam cair!!

Palavras que não quero ouvir!

Palavras, que me fazem sentir

O todo que transportam!

São essas, palavras

Que mesmo que poucas sejam,

Muito me trazem!!

Existem, palavras

Que nem todos dizem...

Palavras, que não quero ouvir,

Mas que preciso de ouvir!!

São palavras!!

Que doem...

Mas...são palavras!!

Devem ser usadas!!!

quarta-feira, julho 02, 2008

Esboço



Sinto de novo aquela sensação,

Que me alegra o coração!

Sei agora que nada é planeado

E que ainda posso ser amado!

É leve, a alma, que o corpo transporta

Quando novamente se abre aquela porta...

A porta do coração, essa janela da alma,

Desaparecem as complicações e sinto a calma!

É bom de certo voltar a sentir,

Mesmo sendo incerto o que esta para vir...

Agora e outra vez, solto sentimentos,

Aproveito estes momentos!

Sinto que é a verdade de mim, o que estou a sentir,

Não consigo chorar...sinto a alma a sorrir!

Se desenha-se um esboço, de toda esta emoção,

De certo, pintaria de todas as cores um coração!

Escrevia nele, o que sinto por ti

E o que faria por ti...

Soltava o desejo ao vento,

Libertava-me naquele momento!

Não sou bom escritor,

Nem tão pouco bom pintor!

Mas esboçava com sinceridade,

Tudo o que estou a sentir na realidade...

Não iria mentir,

Expressava apenas, o que estou a sentir!

Porque adoro esta realidade,

Vou vive-la com lealdade!

segunda-feira, junho 23, 2008

O que terá de ser de certo será!


Existe na mente consciente

Que não esta bem o presente!

Sinto por instantes uma vontade insaciável,

Um desejo forte e incontrolável,

De flutuar sobre a mudança,

De assumir eu a liderança!

Quero e posso porque assim sou,

Dar tudo o que não dou...

Viver de forma diferente,

Marcar presença por estar ausente!

Quero impor rotação,

Neste melancólico coração!

Presentemente estou a sentir,

A mudança que esta para vir!

Na duvida do que é realmente,

Tudo o que me vai na mente,

Passo tempo neste momento,

E espero pela certeza deste sentimento!

A certeza tenho que nada mais quero,

Confuso porque mesmo assim espero...

Talvez seja receio a razão,

De manter melancólico o meu coração!

E nada mais será do que a verdade,

Que senti esta forte necessidade...

De lutar por algo diferente,

Por uma mudança que esta ausente!

Pode ser apenas mais uma tontura,

Apenas mais um momento de loucura,

Por vezes e sem razão,

Sinto esta vontade no coração!

Não a quero contrariar,

Quero vive-la, para variar,

Esta mudança que sinto desejar!

Pode tudo ficar estático e nada mudar,

Mas desta vez não a vou controlar!

O que terá de ser de certo será!

sexta-feira, junho 20, 2008

À mercê do tempo



À mercê do tempo

No vazio de mim

A procura do que não encontro

Acabo por perder o que já tenho

À mercê do tempo

Conjugo o infinito com o finito

Fundo a alma ao corpo

Completo o incompleto

À mercê do tempo

Procuro os sonhos

Perco as realidades

Passo a vida em contrariedades

À mercê do tempo

Entrego as palavras

Ao vago espaço

E em vão solto-me

À mercê do tempo

Vivo desamparado

Vivo aninhado

Vivo contrariado

À mercê do tempo

Passo o tempo

À mercê do tempo

Porque o tempo passa

quinta-feira, junho 19, 2008

Hoje e naquele instante!



Só já sei


Que nada sei


E que tudo o que dei


Tudo o que rejeitei


Foram verdades


E realidades


Do ser que sou


E sou o que sou


Não o que dou


Abdico da felicidade


Com o medo da realidade


Tenho em mim a contrariedade


O medo da verdade


Desejo sentir


E ao mesmo tempo fugir


Só porque não quero lutar


Para mais tarde amar


Fujo a verdade difícil de encarar


Desejo-te mais que a felicidade


Desejo que sejas feliz de verdade


Que lutes por ser feliz


Tal como eu sempre quis


Tal coragem não obtive


Pelo medo que em mim vive


Esta é toda a verdade do que estou a sentir


Que se lixe se é ridículo mas não estou a mentir


O adeus doí dizer


E a despedida é dura de se fazer


Mas viver uma vida inconstante


A mim não me esta distante


Mas não quero mais turbilhões


Nem tristes emoções


Quero continuar assim


Ate que decida eu próprio o fim


Tenho a certeza do que estou a sentir


Neste momento não estou a sorrir


Não sinto a liberdade


Menti á minha verdade


A realidade do que faço á que quero fazer


Vai uma distancia a valer


Caguei nestes turbilhões


E emoções


Quer ficar longe de novas frustrações


Quero chorar agora


Neste momento nesta hora


Sou injusto no egoísmo


Sou abusador do egocentrismo


Mas não sou o que dou


E sim o que sou


Quero chorar


Até secar


Até que este aperto me liberte


E eu de novo desperte


Para a realidade do que não sou


E ser o que dou


É esta a a face que tenho incapaz de amar


Hoje e agora só quero chorar


Hoje não uso pontuação


Falo com o coração


E se o tenho apertado e mesmo assim continua a bater


É sentimento de verdade o que estou a viver


terça-feira, junho 17, 2008

O futuro do destino!


Saberá o futuro tudo?

Se eu mudo?

Sabe ele de verdade,

O que serei na realidade?


Sabe-se la afinal,

Se o destino é real?

Acredita-se no que se vê,

E nas mentiras que se lê!


O que será afinal concreto?

No que acreditar em certo?

O que no futuro se colhe!

É o destino que escolhe?


Quem inventou tal desculpa?

Para se livrar da culpa!

Quem se sujeitou a tal humilhação?

Para não perder a razão!


Que destino o futuro lhe reservou?

De certo ele acreditou!

Na verdade que ele próprio criou!

Na mentira que em si semeou!


Já tarde teve a noção,

De que não tinha razão!

E que o presente onde se elucidou,

Seria o futuro destino que o próprio criou!


Porque a verdade do que teremos,

Nos próprios saberemos!

Com a atitude e preocupação,

De não darmos passos em vão!

segunda-feira, junho 16, 2008

Cambaleia o corpo pobre


Encharcado em álcool

Derrubado pela perda

Em queda a pique

O corpo que mal se ergue

No nevoeiro serrado

Cambaleia o corpo pobre

Passos curtos a velocidade louca

Músculos tensos e visão turvada

Pouco vê pouco ouve e já nada sente

Percorre o caminho esse corpo de álcool

Boca seca e rosto pálido

Olhar fechado e respiração veloz

Caminha o corpo cambaleando

Por caminhos imaginados

Pensamentos turvados

Pela sede morta pelo álcool

Veloz tristeza que corpo controla

Memorias leves de outros dias

Arrependimento nulo

Do que antes foi feito

Continua o caminho esse corpo desfeito

Leva cansaço

Nas pernas que se vincam

Eis que por fim a queda

A pique o corpo cai no chão

Fecham-se os olhos

E o cansaço habita o corpo

Outro dia será o de amanhã

Até que o corpo caia no chão

E os olhos se fechem e o corpo gele

Haverá sempre um amanhã.

quinta-feira, junho 12, 2008

Tenho dito tudo...


Ao encontro da liberdade


Viajo em altos céus


Sou mais do que um simples alguém


E menos que um todo


Sou livre de sentir ver e dizer


Tenho o poder de escolher


Não baseio os meus movimentos em sentimentos


Nem atitudes em factos vagos


Olho olhares


Recolho neles as suas verdades


Vejo o mundo


Sinto-o em queda


É só pessoas que vivem de ilusões


Frustradas por diversas razões


Falta de visão e de compaixão


Pisam pessoas verdades e simplicidades


São mais que o nada e menos que o alguém


São pessoas são vidas de ilusões


Vidas em que tudo são complicações


Visão estreita com poucas opções


Vêm apenas através do olhar


Amam sem saber o que é amar


Tudo pedem nada dão


Libertam risos em vão


Deixam presente a amizade


Na esperança de que ninguém perceba que é falsidade


Soltam maldades no ar


Típico de que não tem mais para dar


Escondem e encobrem a verdade com ilusão


Mais atitudes típicas em vão


Nem credibilidade um ola já tem


Dessas pessoas que pensam ser alguém


Não desejo o mal a quem assim quer ser


A verdade é que toda a gente merece viver


Escolhas de maus caminhos que se fazem


No futuro magoas nos trazem


Uma deixo presente assim és assim serás


Vive vive e vive deixando pessoas para trás


Um dia deles precisarás.

terça-feira, junho 10, 2008

De ti...é o que sinto...



Não refugio no coração o que sinto


Se o escondo é porque minto


Mas isto não passa de uma simples verdade


Não escondo que sinto esta saudade


Jamais oculto a razão


Talvez tudo não tenha passado de uma ilusão


É larga esta barreira que nos separa


É imensa esta saudade que não pára


Vagueio em caminhos que nunca vi


Viro o mundo a procura de ti


Sonho e imagino de novo te encontrar


Na esperança desta saudade acabar


Não ambiciono a tua presença nem tua atenção


Apenas que a tua ausência deixa-se de marcar o meu coração


São apenas simples palavras de alguém para quem jamais cairás no esquecimento


de alguém para quem foste mais do que um momento....



segunda-feira, junho 09, 2008

Solitária revolta


É inveja

que sentes por não poderes ter as tuas próprias regras

por teres de viver de preconceitos

de leis e tradições

que te impõem

É tristeza

que sentes de ti

por te faltar a capacidade de seres alguém diferente

das regras das leis das tradições a que todos são impostas
É ódio

que te leva a sentir tudo o que te rodeia

por tudo isso ser mais do que a sinceridade

que os teus olhos um dia conseguiram atingir

porque jamais passaras a barreira da insignificância

porque todo esse teu mundo jamais interessara

a alguém que sabe sorrir com sinceridade

a alguém que conhece a simplicidade...
É somente tudo... e sabes que

serás sempre uma solitária revolta.

terça-feira, maio 27, 2008

Dentro e fora de nós

O sol brilha e a chuva não cai

É o desespero a sensação que tudo se vai

E a luz do sol que me fecha o olhar

É o sinal de que eu não devia acordar

E acordar para tudo ver

Ver tudo o que la fora esta a acontecer

Não sinto gota de chuva, pois já não cai

Tudo brilha la fora e cá dentro tudo se vai

É para la de tudo o que vejo que brilha de verdade

É cá no tudo que vejo que morre a saudade

Pouco mais do que vive viverei

Pouco mais do que sinto sentirei

Sou de fora o sol que brilha de saudade

Sou de dentro a chuva que cai de verdade

terça-feira, maio 20, 2008

Submundo do nosso ser!

Porque a razão nem sequer importa
e o motivo não faz sentido!
No submundo do nosso ser existe,
ou talvez exista um motivo uma simples razão!
Porque a lógica nem sequer importa
e o raciocínio não faz sentido!
No submundo do nosso ser existe,
ou talvez exista, uma lógica seguida de um simples raciocínio!
Porque o futuro nem sequer importa
e o passado não fez sentido!
No submundo do nosso ser existe,
ou talvez exista, um futuro tramado por um simples passado!
Porque o que eles são nem sequer importa
e o que eles dizem não faz sentido!
No submundo do nosso ser existe,
ou talvez existam, eles humilhados pelo que dizem!
Porque a morte nem sequer importa
e a vida não faz sentido!
No submundo do nosso ser existe,
ou talvez exista, vida destruída pela morte!
Porque a duvida importa
e as certezas não fazem sentido!
No submundo do nosso ser existe,
o que escondemos de nós!

segunda-feira, março 31, 2008

Apenas e só

Sou apenas o todo que sou
O nada que dizem eu ser
Sou a verdade da minha própria ilusão
Sou humano, eu sou humano
também sinto
Sou apenas o eu de mim
também choro
Sou o quase do todo que sinto
moldado ao sofrimento
Sou tudo em nada
Sou de extremos
Sou de dores e de magoas
Sou o vento da minha tempestade
Sou o negro manto que me cobre
Sou o mutilador das minhas feridas
Sou a agua das minhas próprias lágrimas
Sou o meu problema
Sou o eu que assim é
Caracterizo-me pelo que sou e nada mais
Sou lembrado vagamente em vidas madrastas
Sou esquecido pelo brilhar do sol
Não sou aço nem pedra
Sou eu, sou um ninho
ninho de dor e de vidas perdidas
Sou o aconchego do desespero
Sou o solitário dos céus limpos
Sou o amigo das tempestades
Sou lembrado em momentos, em instantes
depois esquecidos
Sou eu, o passado, o presente
e o futuro de mim
Sou o esconderijo da dor
Que a cumpro de sorriso
Sou eu, sou o meu mais forte elo
Solto palavras apenas e simples palavras
mais tarde apagadas pelos seus limpos pelo brilhar do sol
pelas vidas que tristes foram e que felizes são.
Sou o meu pensamento
Sou uma breve recordação
Sou o esquecimento no sorriso de um outro
Sou o apenas e só....

quarta-feira, março 26, 2008

Falas soltas



Fala meu rosto palavras do coração,

falam minhas lágrimas cheias de razão,

fala este sorriso fingido,

sobre algo não vivido....

Fala... fala palavras certas,

de magoas cobertas,

fala em vão

este coração...

Fala desta dor que me destrói,

sobre esta magoa que em mim se constrói...

Falo de mim sem falar do que sinto,

sou sincero apenas a mim minto...

Tenho verdades escondidas,

nas minhas próprias mentiras...

Tenho guardado amor

no meio desta dor...

Entrego-me a quem me dou

escondendo sempre algo que sou...

prefiro não dizer e manter escondidas

certas dores por mim sofridas...

Não falo mentiras nem sou de traições

prefiro o silencio do que o criar de ilusões...

Não guardo a ninguém, ódio nem rancor,

não há espaço em mim, senão para esta dor...

Alma negra corpo pesado

é o presente do meu passado...

são palavras esquecidas, magoas caladas

verdades inteiras em mim entaladas...

Habitam em mim em forma de dor

imposta por este silencio ensurdecedor...

Não se libertam... não as liberto,

caminham comigo neste deserto...


terça-feira, março 25, 2008

O meu plano


Irei, apenas porque é meu desejo ir

não penso em ficar, pois quero partir

deixo memórias a quem me quer lembrar

parto, para outros sem nada deixar!



Apanharei um barco habituado a tormentos,

arrastar-me-ei por ondas ao sabor dos ventos...

tal como é minha vida

assim será um dia minha partida!



Nem sempre são fáceis estes momentos,

estes, em que a vida nos reserva sentimentos

que em nós criam feridas

bem profundas de magoas vividas!



Com esta dor em frente vou seguir

e ela comigo ira partir...

dentro de mim toda a vida habitou,

porque dentro de mim se criou...

é o meu fim que traçarei

e esta dor dentro de mim levarei!

segunda-feira, março 24, 2008

Incerta é a vida

Talvez:
não seja o momento certo para sentir
não exista o momento certo
não haja nada para sentir
as duvidas sejam certas
as certezas incertas!
Talvez:
seja ilusão
o tudo nada seja
o nada seja mais que tudo
isto possa ser o que não é
ou ser o que é
Talvez:
seja incerta a certeza desta duvida
não queira descobrir a verdade
e viver na mentira
queira alimentar-me com esta ilusão
se assim for será!
Resposta de um amigo:
"Talvez "

"Que tudo aquilo que desejo.....
possa brilhar,
que tudo aquilo que eu amo....
possa amar,
que tudo aquilo que eu tenho,
fuja... para não mais voltar!
e aquilo que eu quero, que não tenho,
nem posso ter seja esquecido e atormentado por aqueles
que supostamente e supostamente seriam,
os meus mais chegados...
e a minha vida cai a pique num precipício...
num buraco sem fundo, negro e vazio!
só quando tenho amigos comigo, o vento muda e o sol brilha nos céus...
quando não... chuvas caiem ...
fodem-me o coração e deixam-me morrer!
morra rápido...
sem tocar o desejo, sem dor
mas olho para o lado e vejo:
a minha família são os meus amigos
porque a minha família já não o é.
a minha vida são os meus amigos
porque a minha vida já nem o é.
que a minha morte o seja também visto que a morte,
para mim, é algo que vem por bem!"